在联合国粮农组织(FAO),巴西出口投资促进局(ApexBrasil)展示巴西牛肉出口商协会(ABIEC)与瓦加斯基金会农业研究中心(FGV Agro)研究成果:到2050年巴西畜牧业排放强度最高可降低92.6%
2026-06-09

研究显示,提高生产率可在未来几十年显著减少排放并扩大环境保护

在全球向低碳经济转型的关键时刻,巴西代表团今天在罗马的联合国粮食及农业组织(FAO)总部,就气候和粮食安全挑战提出了基于科学的坚定回应。在农业委员会(COAG)畜牧分委会第四次会议期间,巴西出口投资促进局(ApexBrasil)与巴西牛肉出口商协会(ABIEC)及巴西驻罗马代表团(由外交部协调的外交代表机构)合作,面向国际社会正式发布了由热图利奥·瓦加斯基金会农业研究中心(FGV Agro)完成的《2025-2050年巴西肉牛养殖脱碳路径》研究报告。

面对外国代表团和科学家,该报告展示了巴西如何通过热带技术,在应对日益增长的全球粮食需求的同时,减轻环境影响。

会议开幕讨论由粮农组织生产与动物卫生司司长兼助理总干事塔纳瓦·廷盛主持,他强调了治理和多部门团结的必要性。“当我们谈论可持续畜牧业生产时,每个国家都需要找到自己的道路。2030年议程及其目标不是一种选择。核心在于需要与农民、生产者、私营部门、学术界和研究机构共同努力。我们寻求的转型必须通过集体合作来实现,”廷盛表示。

巴西出口投资促进局(ApexBrasil)主席劳德米尔·穆勒表示,在联合国机构进行的辩论巩固了巴西在全球供应和可持续发展中的战略角色。“我们来到粮农组织是为了展示巴西畜牧业有能力在不放弃生产力的前提下,在气候议程上稳步前进。ApexBrasil与我们驻罗马外交代表机构紧密合作,其作用是将辩论带入数字所反映的现实。我们证明巴西是一个可靠的供应国,对全球经济发展和粮食安全至关重要,”ApexBrasil主席劳德米尔·穆勒强调。

穆勒还回顾了使巴西模式在国际上脱颖而出的实践机制,重点是农牧林一体化系统(ILPF)。“巴西的不同之处在于,在牧牛的同片区域,我们在同一块土地上将轮作与种植业和林业相结合。这是巴西独有的。目前我们已有约1700万公顷土地采用某种形式的综合生产系统,其巨大好处是这个系统能够优化土地利用并彻底减少碳足迹。”

全球背景与巴西悖论:增长与保护并行

畜牧业正处于全球十字路口。在动物蛋白需求增长的同时,控制着全球70%存栏量的三大地区均出现历史性存栏量下降:南方共同市场处于六年最低水平,北美面临七十年最低水平,而欧盟则是三十年最低水平。

与外部收缩趋势相反,巴西巩固了其全球最大商业畜群的地位(2024年为1.926亿头),显示出生产增长与环境保护可以共存。该国仅用其国土面积的30.2%从事农牧业生产,同时保留了66.3%的原生植被——其中33.2%受到法律保护,位于私人农村财产范围内。高效生产与环境外交之间的这种协同行动,一直是巴西外交部在多边论坛上为加强国际合作所捍卫的支柱。

“节地效应”与科学建模

巴西肉牛养殖中面积与产量的脱钩已是既定事实。2004年至2024年间,巴西国内牛肉产量飙升超过240%,而牧场总面积却缩减了11%(从1.81亿公顷降至1.6亿公顷)。这一飞跃产生了所谓的“节地效应”,节省了3.97亿公顷土地——如果该国保持1990年的生产率水平,这部分土地将被需要占用。

FGV Agro研究员卡米拉·埃斯特瓦姆详细介绍了该研究的技术数据,将这些效率提升转化为气候目标:

“数学模型的第一个重要成果是表明,该行业已实行的趋势到2050年可将绝对排放量减少高达60%。当我们观察碳排放强度时,在参考情景下,减排幅度达到80%,从每公斤肉的80千克二氧化碳当量降至16千克。在采纳ABC+计划的更雄心情景下,排放强度下降92.6%,降至仅5千克。这是因为通过ILPF和牧场恢复固定在土壤中的碳直接作用于这些排放的清除。”

该研究证明,在最具雄心的减排情景下,巴西将能够将产量稳定在较高水平(2050年达到1820万吨胴体),同时将所需牧场面积再减少35%,这得益于屠宰动物平均胴体重量增加31%(将从211公斤增至277公斤)。

商业验证与全球市场

对出口行业而言,在负责指导联合国全球农业政策的COAG畜牧分委会内部展示该研究,相当于一种信誉背书,为巴西产品面对外部市场的要求提供了支撑。

ABIEC可持续发展总监费尔南多·泽尔纳总结了科学依据对农业综合企业国际声誉的战略价值:“这对出口至关重要,对我们提供扎实的科学数据、向世界展示我们的肉类为何可持续、为何值得信赖并应出现在全球所有超市货架上也是如此。”

通过向联合国提交的数据,巴西证明了在动物生物技术、饲料添加剂以及退化牧场恢复方面的投资,是协调抗击饥饿与气候韧性的真正途径。

消息来源:ABIEC


Na FAO, ApexBrasil apresenta estudo da ABIEC e FGV Agro que aponta redução de até 92,6% na intensidade de emissões da pecuária brasileira até 2050


Levantamento mostra que o aumento da produtividade pode reduzir significativamente as emissões e ampliar a preservação ambiental nas próximas décadas


Em um momento crucial de transição global para economias de baixo carbono, a delegação brasileira apresentou hoje, na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, uma resposta contundente baseada em ciência para os desafios climáticos e de segurança alimentar. Durante a Quarta Sessão do Subcomitê de Pecuária do Comitê de Agricultura (COAG), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a Missão do Brasil em Roma — representação diplomática coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) —, lançou internacionalmente o estudo “Trajetórias de Descarbonização da Pecuária de Corte no Brasil – 2025 a 2050”, desenvolvido pelo Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro).


Diante de delegações estrangeiras e cientistas, o relatório demonstrou como o país consegue responder à crescente demanda global por alimentos e, ao mesmo tempo, mitigar o impacto ambiental por meio da tecnologia tropical.


A abertura das discussões contou com a participação do Diretor de Produção e Sanidade Animal e Diretor-Geral Assistente da FAO, Thanawat Tiensin, que reforçou a necessidade de governança e união multissetorial. “Quando falamos de produção pecuária sustentável, cada país precisa encontrar seu próprio caminho. A Agenda 2030 e seus objetivos não são uma opção. O ponto central é a necessidade de trabalhar em conjunto com agricultores, produtores, setor privado, academia e instituições de pesquisa. A transformação que buscamos precisa ser construída de forma coletiva”, declarou Tiensin.


Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, o debate na agência da ONU consolida o papel estratégico do país no abastecimento e na sustentabilidade. “Viemos à FAO mostrar que a pecuária brasileira tem condições de avançar de forma consistente na agenda climática sem abrir mão da produtividade. O papel da ApexBrasil, em forte parceria com a nossa representação diplomática em Roma, é trazer o debate para a realidade dos números. Provamos que o Brasil é um fornecedor confiável, essencial para o desenvolvimento econômico e para a segurança alimentar mundial”, destacou Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil.


Müller também lembrou a mecânica prática que diferencia o modelo brasileiro no exterior, focando na Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). “O que o Brasil faz de diferente é que, na mesma área da pastagem pro boi, fazemos uma rotação com lavoura e floresta na mesma propriedade. Isso só o Brasil tem. Já estamos com cerca de 17 milhões de hectares com algum tipo de produção integrada, e o grande benefício é que esse sistema otimiza a terra e reduz a pegada de carbono de forma definitiva.”


O Cenário Global e o Paradoxo Brasileiro: Crescimento com Preservação


O setor pecuário enfrenta uma encruzilhada global. Enquanto a demanda por proteína animal aumenta, os três blocos que controlam 70% do rebanho global registram quedas históricas: o Mercosul opera em seu nível mínimo de 6 anos, a América do Norte enfrenta o menor rebanho em 70 anos e a União Europeia, o menor em 30 anos.


Na contramão da retração externa, o Brasil se consolidou com o maior rebanho comercial do planeta (192,6 milhões de cabeças em 2024), mostrando que o crescimento produtivo coexiste com a preservação. O país utiliza apenas 30,2% de seu território para a agropecuária, mantendo 66,3% da vegetação nativa preservada — sendo que 33,2% está resguardada por lei dentro das propriedades rurais privadas. Esta atuação conjunta entre a produção eficiente e a diplomacia ambiental tem sido um pilar defendido pelo MRE em fóruns multilaterais para fortalecer a cooperação internacional.


“Efeito poupa-terra” e a modelagem científica


O desacoplamento entre área e produção na pecuária de corte brasileira já é um histórico consolidado. Entre 2004 e 2024, a produção nacional de carne bovina disparou mais de 240%, enquanto a área total de pastagens encolheu 11% (reduzindo de 181 para 160 milhões de hectares). Esse salto gerou o chamado “efeito poupa-terra”, que poupou 397 milhões de hectares — área que teria sido necessária se o país mantivesse os mesmos índices de produtividade de 1990.


A pesquisadora da FGV Agro, Camila Estevam, detalhou os dados técnicos do estudo que traduzem esse ganho de eficiência em metas climáticas:


“O primeiro grande resultado do modelo matemático foi mostrar que as tendências que o setor já executa reduzem em até 60% as emissões absolutas até 2050. Quando olhamos para a intensidade de carbono, a redução chega a 80% no cenário de referência, baixando de 80 kg para 16 kg de CO2 equivalente por quilo de carne. Nos cenários mais ambiciosos com o Plano ABC+, a intensidade cai 92,6%, chegando a apenas 5 kg. Isso acontece porque o carbono fixado no solo pela ILPF e pela recuperação de pastagens atua diretamente na remoção dessas emissões.”


O estudo comprova que no cenário mais arrojado de mitigação, o Brasil conseguirá estabilizar sua produção em patamares elevados (18,2 milhões de toneladas de carcaça em 2050) reduzindo a área necessária de pastagens em mais 35%, amparado pelo aumento de 31% no peso médio da carcaça do animal abatido (que saltará de 211 kg para 277 kg).


Validação Comercial e Mercados Globais


Para o setor exportador, a apresentação do estudo dentro do Subcomitê de Pecuária do COAG — órgão que orienta as políticas agrícolas globais da ONU — funciona como um aval de credibilidade que embasa o produto brasileiro frente às exigências do mercado externo.


Fernando Zelner, Diretor de Sustentabilidade da ABIEC, resumiu o valor estratégico do embasamento científico para a reputação internacional do agronegócio: “Isso é fundamental para a exportação e para a gente trazer os dados duros, com ciência bem fundamentada, para mostrar para o mundo por que a nossa carne é sustentável e por que que o nosso produto é confiável e merece estar em todas as prateleiras dos supermercados do mundo.”


Com os dados apresentados na ONU, o Brasil demonstra que o investimento em biotecnologia zootécnica, aditivos alimentares e a recuperação de pastagens degradadas são os vetores reais para conciliar o combate à fome e a resiliência climática.

Source:ABIEC

版权所有: 天津普悦互联网平台服务有限公司
津ICP备2022005684号