截至7月,巴西牛肉出口量达到197万吨
2026-08-11

2026年累计出口量增长9.9%;7月对华出货量有所调整,对其他市场出口实现增长

根据巴西肉类出口商协会(ABIEC)引用巴西外贸秘书处(Secex)的数据,2026年7月巴西牛肉出口总量为26.44万吨,较2025年7月下降16.1%;出口营收达15.8亿美元,同比下降5.5%。

本月数据主要受对华出口下滑影响。上半年巴西牛肉对华出口集中放量,主要受牛肉进口配额约束7月对华出口8.58万吨,较2025年同期下降47%;出口营收5.379亿美元,同比下滑50.3%。

行业对此节奏变化早有预判。随着配额额度逐步用尽,企业减少对华发货,避免货物到港后超出配额上限而被征收额外关税。上半年巴西牛肉向其第一大出口目的地中国提前出货,巴西肉类出口商协会(ABIEC)主席罗伯托・佩罗萨此前就已提及该市场现状。

“7月开始显现出我们早已预料到的下半年市场格局变化。今年前几个月我们大幅提前对华出口,随着配额逐步耗尽,对华出口流量自然回落。在此背景下,推进巴西牛肉市场多元化、开拓更多出口市场的工作就变得愈发重要。” 佩罗萨表示。

其他市场扩大采购

7月份的表现同样反映出其他出口市场出现重要动态。在巴西牛肉当月五大主要出口市场中,有四个市场的进口量较2025年7月实现增长。

智利进口1.92万吨,增幅50.2%;欧盟进口1.25万吨,涨幅52.6%。美国为当月第二大出口目的地,进口2.89万吨,增长9.7%;墨西哥进口1.24万吨,增幅4.5%。

从出口收入来看,销往智利的货值共计1.224亿美元(+50.3%);销往欧盟1.098亿美元(+46.1%);销往美国1.939亿美元(+0.5%);销往墨西哥7940万美元(+7.2%)。

累计出口保持增长

尽管7月出口出现回落,巴西2026年牛肉出口仍维持增长态势。1‑7月,牛肉出口量达196.9万吨,较2025年同期增长9.9%;累计出口收入114.3亿美元,增幅28.3%。

中国依旧为累计统计口径下的第一大出口市场,进口88.03万吨,同比增长9.8%。紧随其后的分别是美国23.38万吨(+17.1%)、智利8.99万吨(+29.8%)、俄罗斯7.43万吨(+23.8%)以及欧盟6.37万吨(+10.4%)。数据显示,本年度五大主要出口市场的出口量全部实现增长。

除主要采购方外,部分新兴市场取得大幅增长。印尼1‑7月进口4.38万吨,较2025年同期暴涨242.1%;2025年才开放巴西牛肉准入的越南进口8400吨(+375.4%);阿根廷进口1.62万吨(+139.5%)。

佩罗萨指出:“传统市场采购量持续扩大,新兴市场的重要性不断提升。我们的策略依旧是深耕具备需求增长潜力的地区,并协同巴西政府推动新市场开放。亚洲仍是该进程中的优先区域。”

统计数据包含巴西鲜牛肉、加工牛肉、腌渍牛肉,以及内脏、脂肪和牛肠的出口。

消息来源:ABIEC


Exportações brasileiras de carne bovina chegam a 1,97 milhão de toneladas até julho

Volume cresceu 9,9% no acumulado de 2026; em julho, ajuste nos embarques para a China foi acompanhado pelo avanço das vendas para outros mercados


As exportações brasileiras de carne bovina somaram 264,4 mil toneladas em julho de 2026, segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume foi 16,1% menor que o registrado em julho de 2025. Em receita, os embarques alcançaram US$ 1,58 bilhão, redução de 5,5% na mesma comparação.


O resultado do mês foi influenciado principalmente pela redução dos embarques para a China, após a forte concentração das vendas ao país no primeiro semestre diante da cota estabelecida para a carne bovina brasileira. Em julho, o mercado chinês recebeu 85,8 mil toneladas, 47% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025. A receita foi de US$ 537,9 milhões, queda de 50,3%.


A mudança de ritmo já era esperada pelo setor. Com o avanço do preenchimento da cota, as indústrias reduziram os embarques para evitar que cargas cheguem à China acima do limite estabelecido e estejam sujeitas à tarifa adicional. O movimento ocorre após um primeiro semestre marcado pela antecipação das exportações ao principal destino da carne bovina brasileira, cenário destacado anteriormente pelo presidente da ABIEC, Roberto Perosa.


“Julho começa a mostrar uma mudança de dinâmica que já esperávamos para o segundo semestre. Tivemos uma antecipação importante das exportações para a China nos primeiros meses do ano e, com o avanço da cota, naturalmente há uma redução desse fluxo. Nesse cenário, ganha ainda mais importância o trabalho de diversificação e ampliação dos mercados para a carne bovina brasileira”, afirma Perosa.


Outros mercados ampliam compras


O desempenho de julho também evidencia movimentos importantes em outros destinos. Dos cinco principais mercados da carne bovina brasileira no mês, quatro registraram crescimento em volume na comparação com julho de 2025.


O Chile importou 19,2 mil toneladas, crescimento de 50,2%, enquanto a União Europeia chegou a 12,5 mil toneladas, alta de 52,6%. Os Estados Unidos, segundo maior destino no mês, receberam 28,9 mil toneladas, avanço de 9,7%, e o México alcançou 12,4 mil toneladas, crescimento de 4,5%.


Em receita, os embarques para o Chile somaram US$ 122,4 milhões (+50,3%); para a União Europeia, US$ 109,8 milhões (+46,1%); para os Estados Unidos, US$ 193,9 milhões (+0,5%); e para o México, US$ 79,4 milhões (+7,2%).


Acumulado mantém crescimento


Mesmo com a redução registrada em julho, o Brasil mantém crescimento nas exportações de carne bovina em 2026. De janeiro a julho, foram embarcadas 1,969 milhão de toneladas, 9,9% acima do mesmo período de 2025. A receita acumulada chegou a US$ 11,43 bilhões, avanço de 28,3%.


A China permanece como principal destino no acumulado, com 880,3 mil toneladas, crescimento de 9,8%. Na sequência aparecem os Estados Unidos, com 233,8 mil toneladas (+17,1%); Chile, com 89,9 mil toneladas (+29,8%); Rússia, com 74,3 mil toneladas (+23,8%); e União Europeia, com 63,7 mil toneladas (+10,4%). Os dados mostram crescimento em volume nos cinco principais destinos no acumulado do ano.


Além dos principais compradores, mercados que vêm ganhando espaço apresentaram avanços expressivos. A Indonésia alcançou 43,8 mil toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 242,1% em relação ao mesmo período de 2025. O Vietnã, aberto à carne bovina brasileira em 2025, chegou a 8,4 mil toneladas (+375,4%), enquanto a Argentina importou 16,2 mil toneladas (+139,5%).


“Temos mercados tradicionais ampliando suas compras e novos destinos ganhando relevância. A estratégia continua sendo investir nas regiões onde existe possibilidade de aumento da demanda e trabalhar, junto ao governo brasileiro, pela abertura de novos mercados. A Ásia segue como uma região prioritária nesse processo”, destaca Perosa.


Os dados consideram as exportações brasileiras de carne bovina in natura, industrializada e salgada, além de miúdos, gorduras e tripas.

Source:ABIEC

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